
Dentro da barriga da mãe as preferências vão para os sons suaves e harmoniosos. Não apenas porque os fetos são pequenos ouvintes, mais frágeis e mais sensíveis, mas também porque a música serve como elo de ligação entre o mundo uterino e o mundo exterior. E se, ao princípio, as melodias se resumem a composições mais ou menos simples, executadas pelos próprios órgãos maternos - o bater ritmado do coração, o sangue que flui pelo cordão umbilical, a entrada e a saída de ar nos pulmões - rapidamente entram em cena outros sons mais elaborados.
Se o efeito calmante da música nos fetos está comprovado através de várias experiências, o mesmo se poderá dizer em relação ao seu poder na estimulação da inteligência. Vários estudos iniciados na década de trinta vieram mostrar que composições como as de Mozart e de Vivaldi, por terem um andamento semelhante ao das batidas do coração materno, facilitavam a ligação das células nervosas umas às outras.
Mais calmos, mais sensíveis, mais inteligentes... Serão provavelmente assim os bebês que, desde cedo, se familiarizarem com a música. Mas, para isso, é necessário que as mães permitam que os seus bebês, muito antes de nascerem (no verdadeiro sentido do termo) nasçam para a música.
Fonte: http://www.paisefilhos.iol.pt/artigo.php?div_id=3619&id=785911